Verdeade

•19 19UTC maio 19UTC 2011 • Deixe um comentário

Não.
De não em não, a verdade sumiu
Sem regras
Dispersas
Onde já se viu?

A verdade é a que fala mais alto
Nesse meu Brasil.

Crescendo
Transborda
Movem-se os corpos
Nestes confins

Não
Não ta mole, não…
Já lhes foge o brio!
É uma gritaria
De baixa visão

De estórias
Esse mundo se entupiu.

Menino

•7 07UTC abril 07UTC 2011 • Deixe um comentário

Não querem que eu te ouça
Ou que fale, que se expresse

Não entendem a minha busca
Pelo que tu já não persegues

E querem que eu me faça
De enxuto e de vivido

E sabem como fazer
Mas do porquê… Eu já duvido

Então, não.
Não me entenda errado, meu rapaz
A minha voz clama a ausencia do capaz

Pois, dessa ausencia… Nem de perto…

Não me entenda errado
Nem me entenda certo

Pois o que eu faço
É só te abrir os olhos
Para uma outra escuridão

Pra que tu passe a sentir-se levado pela contra-mão.
Pra que não mais te furtes às reais batidas de seu coração.

Hipocrisia

•26 26UTC janeiro 26UTC 2011 • Deixe um comentário

Não entendo
Porque andas a espalhar
Sobre o quão cruel pode ser

Ora, meu amigo…

Não te vejo ser
Não te vejo o vendo ser
O que quer ser

Então, não venha me dizer…

Procure se encontrar
Quando perceber que está..
Está…
Sem poder explicar!

E parar de esperar o milagre
E de viver hoje o amanhã
Imponha em silêncio o respeito
Mordendo de vez a maçã

O menino chamado Medo

•25 25UTC janeiro 25UTC 2011 • Deixe um comentário

Não veja assim, meu irmão!
Olha só! O andar…

Livre, solto, distraído
E com razão

Pois sendo o medo
Nada há de se temer

No meio do jogo pra ter
Na escuridão
Que um dia depois
Do nono mês
Surgiu pra brilhar

Sendo o que faz
Ele viu o que fez
Se sentiu capaz

De nascer para ver-se nascer
E crescer para ver se crescer
E criar para se perdoar

Pra se reproduzir.

Não olhe assim… Meu irmão!

19

•17 17UTC janeiro 17UTC 2011 • Deixe um comentário

Eu peguei me perguntando sobre o porquê de toda a dificuldade de escrever que tenho enfrentado ultimamente. Estive pensando nisso e notei que… Não sei qual é o verdadeiro mistério na trava das palavras. Maldita trava.
Bem, aos 19 anos a vida é uma loucura. Em alguns momentos você tem certeza de que está mais seguro, mas na maioria das vezes isso logo antecede a visão da estrada se movendo mais depressa que os pés.
Bem, nesse caso, chegamos a uma nova dimensão de pensamento. Uma menor. Tentando transferir pra algo mais claro, é como pegar um ônibus e sentar nos bancos virados de trás pra frente, e se imaginar andando… Ou andar numa esteira que esteja em marcha ré! Entendeu a sensação? Enfim, é mais ou menos essa.
Porque é uma época que existe justamente pra isso. Pra vir, quebrar todas as suas certezas e te botar na trincheira, tipo policial do Rio de Janeiro: Ou se omite, ou se corrompe, ou vai pra guerra; como diria o Capitão Nascimento, que meio que sem querer achou uma regra não só para os PMs, mas pra todo o Rio de Janeiro, Brasil, Mundo! Quem diria, hein? Capitão Nascimento…
Então, quando você vai pra guerra e ainda tem uma vida material a construir, você tem que se abraçar a algo e mandar ver. Não importa se você concorda ou gosta do que faz, ou se aquele modo de viver e de pensar condiz com o seu. Não importa o que você pensa. Você tem que fazer, porque todas as pessoas na mesma condição assim já fazem. Mais fácil? Só com a cortesia da exceção, da sorte.
E aí é que entra a sensação esteira, porque levando em consideração que em vários aspectos a sociedade nada mais faz do que retroceder, alienada às maravilhosas ideologias do século XXI, se você ficar parado ou não correr vigorosamente no sentido contrário, na melhor das hipóteses, fica no mesmo lugar. Uma opção bem confortável para a massa. Sem esforço ou pessoas que se consideram em posição de lhe julgar a seus próprios meios. O negócio é bom.
E é engraçado não ter certeza das coisas. Eu fico pensando no que algum leitor de 40 anos diria lendo um desses textos. Talvez acharia graça… Daria muita risada… Mas, quem sabe lendo duas vezes, não teria ele uma interpretação clara? Oh! Olha aí mais uma vez! É dificil ter certeza de qualquer coisa.
É estranho até você perceber o lado bacana de escrever sabendo que dali a seis meses dificilmente vai ver todo o sentido do que foi exposto anteriormente…
Mas essa é a minha preferência frente aos que jamais tiveram algo com milésima solidez a expor, nessa idade. Aliás, em qualquer idade.
E é por entender o lado bacana ali em cima, que é expor e trocar ideias (e que eu acho que o mundo seria bem melhor se todos assim fizessem) é que estou aqui, escrevendo sobre a dificuldade de escrever. Ahahaha! Bem estranho, penso eu…
Bem, mas fazer o quê? 19 é, sobretudo, isso.

No último dia 15 foi dia mundial do compositor…
PARABÉNS A TODOS OS COMPOSITORES DE SENSAÇÕES, DE IDEIAS, DE PENSAMENTOS, DE VIDA, DE AMORES, DE PAZ, DE MÚSICA!
Que sejam sempre muitos, que sempre sejam.

Abraços!

[Listening] Bob Marley . I’m Still Waiting.

Para dar o receber

•5 05UTC janeiro 05UTC 2011 • 1 Comentário

E lá estava ele
Com o vermelho nos olhos
Com muito sono
E pouca vontade de dormir

Seguiu refletindo sobre a capacidade de pensar
Sentou e, simplesmente
Viu o tempo passar

Incomum, a quase todos
Sem saber bem pelo quê
Implodia, dia após dia
A vontade
Daquela realidade a se viver
Daquele sorrisinho a merecer
Do elogio a oferecer
De tudo ter que dar, ao receber

Não sossegara o faixo…

“Ei, amigo… Mas, e nesse mundo…
Onde eu me encaixo?
Porque eu não aguento mais, ser
Incomum a quase todos
Sem nem arriscar porquê
E me é furtado, dia após dia
O encanto
Dessa realidade a se viver
Do sorrisinho a merecer
Com o mundo a se sonhar
Do adulo a oferecer
Sem bons fatos a mostrar
E tanto medo suportar
E tanta vida a se deixar
E ignorância a ingnorar
De tantas queixas a rimar
De tanta mentira acatar
E de morrer
Pra solução”

Sentou e, simplesmente
Viu o tempo, a falar.

Blackout

•15 15UTC dezembro 15UTC 2010 • Deixe um comentário

Não há ninguém lá fora
Não há ninguém aqui

Eu estive em apuros
Não tive como fugir
E é com a mesma escuridão
Que tentamos fingir

E vivendo desse jeito
Eu diria
Um jeito outro de viver

Minha mente brilhava
Mas a nada
Viu-se resplandecer

Não há ninguém lá fora
Não há ninguém aqui

Não penso que escaparia
Ao ver tantos amanheceres

E vivendo desse jeito
Eu diria
Um jeito outro de viver

20:32

•1 01UTC dezembro 01UTC 2010 • 2 Comentários

Olá.
Tenho passado por uma fase turbulenta e tenho pensado bastante sobre o rumo do blog.
Até aqui, eu nunca pensei nisso como algo real. Nunca vi o que eu escrevia como sendo algo que as pessoas lêssem. Por isso nunca me empenhei em divulgar e os que aqui liam sempre foram alguns ‘chegados e chegadas’. Mas, enfim… Acho que aqui já estou tentando explicar a minha dúvida.
Eu ia falar sobre o meu dia de hoje, mas, ah…

E é claaro que eu não faço a mínima ideia do intuito desse post, my friend!

Pequena carta aos jovens desajustados

•29 29UTC novembro 29UTC 2010 • 5 Comentários

Hoje eu li sobre algo que sempre me ocorre na cabeça.
Li sobre essa história de ‘eu nasci na época errada’. Realmente, meus amigos, esse mundo tá uma merda.
Nada precisa ser sincero se for bonitinho, se provocar um riso momentâneo e superficial. Quanto mais você se aprofunda num assunto, menos pessoas estão dispostas a te ouvir. Mais porque não gostam de se sentirem burras do que por falta de interesse. É uma gigantesca e incessante batalha de egos, superstições, achismos que é o grito desalmado dessa sede de poder, de fortuna, de status, de domínio.
A falta de auto-domínio nos impulsiona a dominar pessoas ainda mais debilitadas. As demais pessoas que realmente, porém, inadmissívelmente posssuem um intelecto superior não precisam ser ouvidas. São pessoas chatas, são pessoas desajustadas, são pessoas velhas, que não pertencem a esse mundo “high-tech”.
Nada que não seja atrativo precisa ser ouvido com atenção. O que vale é a euforia, não o tempo perdido. É que não tem jeito, se me permitem uma pequena mudança no velho dito: Sobre o que olhos não vêem, a cabeça não pensa.
E eu vejo boas mentes jovens repetindo essa história toda de estarem desajustadas com a época, não se dando conta do absurdo que essa conformação trás ao mundo: O absurdo da reprodução.
Pois de nada adianta o saber se não houver a explanação, se não houver a força prática.
Não quero me alongar muito nesse assunto, mas esse post é dedicado a todos vocês, jovens desajustados, jovens velhos, jovens pensantes. Porque eu não concordo que nenhum de vocês tenham nascido na época errada, não mesmo.
Porque é de vocês a força da mudança, é de vocês o contraponto. A vocês pertence a visão, pertence o entendimento.
E em um ponto de vista positivo, numa época tão irracional, o que é errado e desajustado é ainda mais irracionalidade.
A sociedade, as pessoas, o mundo, precisa de sabedoria, precisa da revolução do conhecimento. E isso te pertence, meu camarada!
Talvez se parássemos de olhar e esgotar as nossas forças para ajustar nosso mundo à esse show de babaquice dia após dia e nos expusessemos ao diferente, ao novo, à muito do que é absurdo dentro do nosso atual contexto, enxergaríamos que isso não precisa estar do jeito que está. Que a nossa vida é mais do que um monte de queixas e reclamações. E você pode ver isso como mais um grito isolado e ir dormir pensando que a sua vida continua sendo essa sequencia de dias sem nenhum significado realmente profundo e se esconder para o mundo. Ou se arriscar e ir à luta por dias melhores.
Mas em algum momento você vai ter que escolher um dos lados que separam todas as pessoas do mundo. Ou você veste a camisa das pessoas que aplicam seus pensamentos e ações à realidade em que vivem, ou se junta ao time dos que aplicam seu potencial à realidade que gostariam de viver.
E não tem jeito, meu amigo… A liberdade não vem de graça e a mudança se aparenta horripilante e indiscutível, pois a princípio em tudo o que pensamos é no que teremos que abrir mão. Mas pecamos ao não pensar sobre o sentido de tudo. Pecamos ao não entender que temos demais do que não nos interessa de fato.
O que nos interessa é a vida. Se você realmente está feliz com a sua, ignore tudo o que acabou de ler.
Se não tiver, por favor, aproveite o embalo e se liberte, se revolte. Faça um favor ao mundo e à você mesmo: Fique puto, de uma vez por todas!

POST MUSICAL

•25 25UTC novembro 25UTC 2010 • Deixe um comentário

AOOO meu povo.
Tinha nada pra fazer e decidi cantar uma dessas letras doentes do blog.
Como o WordPress é um lixo e eu nao consigo postar o áudio aqui, vocês terão que clicar

– NESTE LINK -

se quiserem ouvir.
A poesia musicada foi: GRITO MUDO.

Boa sorte pra vocês que decidiram ouvir UHAUHUHA :*

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.