20/11/09

•22 22UTC janeiro 22UTC 2010 • Deixe um comentário

Sei lá, achei nos rascunhos do blog aqui e to com muita preguiça de terminar USAHSAUHASUHSA

‘Me parece tão recente a imagem daquele menino que corria, brincava e sorria assim como a maioria das outras crianças com quem convivia. Mantinha a tão contraditória capacidade de selecionar os pensamentos que o cercavam para formar seu caráter e viver naquele mundo tão lindo, tão dócil.
Essa não era uma característica muito comum entre seus colegas. O que contribui para que ele, mais tarde, resistisse à toda aquela silenciosa e covarde corrupção que persistia em ceifar os planos e os brilhos dos olhares de vários daqueles mesmo colegas. Via que alguns se aliavam a ela, também… Não conseguia compreender, logo, se tornara um estranho.
Por mais que reconhecesse bagagens similares às suas, sentia-se sozinho. Os rostos já não lhe sorriam de volta com a mesma espontaneidade, assim como não apareciam em seu rosto com a mesma frequecia. O mundo se tornara um gigantesco arquipelago, onde ele ocupava o lugar de uma dessas ilhas.
Era muito fácil perceber que não era o único. Difícil era aceitar que, independente disso, estava sozinho.
Era fácil imaginar-se dançando. Difícil era admitir que não havia música.’

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•21 21UTC janeiro 21UTC 2010 • Deixe um comentário

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04/09/09

Eu sempre deixei claro que te amo
Não que eu duvide que seja recíproco
Mas pensei que entenderia a forma como te chamo

Um jeito estranho de amar
Que supostamente eu deveria entender
Talvez alguém tenha que ceder
Talvez eu não faça reclamando por você não fazer

Não dá pra imaginar como seria o meu caminho sem você
Talvez porque você não, simplesmente, faça parte dele
Mas seria estúpido pensar que eu estaria próximo de ser o mesmo
Assim como pensar que essa é uma relação entre espelhos
Já não me cabe pensar no que é melhor pra mim
Espero que ainda possa olhar pra você e sorrir, enfim…

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Fail.

Nada certo, nada belo

•20 20UTC janeiro 20UTC 2010 • Deixe um comentário

A cor do sapato ou a essência da alma?
A real liberdade ou a comodidade?
O peso do livro ou o conforto do cinismo?
Importa o que se sabe ou o que se consome?
E daí se eu como enquanto o o outro passa fome?

E daí?
Se eu faço parte de um grande circo
Um circo com 190 milhões de palhaços
Somos 190 milhões de animais tratados a chicote e tapa-olho

A vantagem está em ver ou em ser visto?
O que vale é o certo ou o mais bonito?
Eu quero que você pense no melhor.
A paz do dormir ou o horror do acordar?
Já se tornou aceitável se deixar deturpar?
É mais dificil sorrir sem se deixar dominar?
Você vive aqui fora ou na televisão?
O amor se tornou mesmo uma religião?

E daí?
Se eu vivo em uma grande novela
Uma novela com 190 milhões de atores
E eu sou mais um entre essa multidão
Uma novela com 190 milhões de atores
Destinados a viver em vão

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Olá meninos e meninas UHASUHSA
Então, queria agradecer à todas as pessoas que tem lido o blog e me perguntado a respeito do tempo que eu fiquei ausente.
Fiz o blog com o único intuito de me habituar a escrever e não desperdiçar idéias (por mais toscas que sejam), por isso é uma surpresa super legal saber que algumas pessoas se indentificam e gostam do que tenho escrito.
Espero poder voltar a postar com frequencia, e prometo me esforçar fazer algo não tão fraco quanto isso aí em cima. UHAUHA
Enfim, fiz com intuito de musicar mas sem usar de muitas rimas, é mais um teste pra ver se fica bom mesmo.
Eu não costumo fazer letras de protesto, tentei fazer de um jeito diferente, sem se basear em explicações, só em perguntas.
Enfim, espero que gostem mais do que eu, pelo menos AUHHUAUHA
Até :D :*

A história do homem que queria ser feliz sozinho

•4 04UTC dezembro 04UTC 2009 • 4 Comentários

Em uma casa bonita, porém já acizentada vivia um homem.
Este era um homem com uma grande alma. E por esse mesmo motivo, fazia algum tempo que sentia um desapontamento dentro de si: Como encheria uma alma com este tamanho?
Ela era grande demais e as pessoas não lhe ajudavam mais a mantê-la cheia como nos tempos em que o homem era ainda uma criança. Pelo contrário, agora o mundo parecia roubar tudo o que restava de puro dentro de si.
Decidiu, então, que se fecharia para o mundo.
Sua casa tão bela, fruto de seu grande esforço em impressionar e se proteger, nunca parecera tão grande e vazia. Sua pintura exterior estava gasta, o homem já não se importava com o apreço ou desprezo das demais pessoas. Sua preocupação era preservar o interior do imóvel, onde ele viveria e se basearia para atingir seu objetivo, o único anseio de seu coração: Ter a sua alma transbordando de toda a pureza do mundo.
Buscava a resposta em todos os cantos, todos os livros, mas a única coisa que encontrou foi tristeza, uma tristeza tão grande que lhe pesou as pernas e aumentou ainda mais sua casa, a tornando consequentemente mais vazia.
E aos poucos a solidão foi tomando conta de seu coração, dos seus pensamentos e da sua alma. Sua alma estava só. O homem, já cansado, aceitou a condição.
O dia estava para amanhecer quando ele acordou com um pulo: Um barulho veio da cozinha! Alguém havia invadido sua casa, alguém veio lhe roubar. Seu coração pulsou. Pulsou como há muito não pulsava! Ele não havia escolhido o assalto, nada disso estava planejado. A sensação de estar fora do controle da situação o reviveu.
O homem levantou e andou devagar pelo corredor, pensava se seria mesmo um assalto, estranhava a idéia de uma outra pessoa ter algum poder dentro do seu lar, dentro daquele lugar tão seu.
Continuou a andar com cautela, para encontrar o meliante, e chutá-lo para fora em seu instinto mais natural. Andou novamente por algumas salas que há algum tempo não visitava, se sentiu orgulhoso novamente pela beleza de cada uma delas, dos móveis que escolheu a dedo, dos detalhes moldados por cada um dos construtores que o ajudaram a concluí-la. Sentiu a presença do intruso mais forte, seu coração batia mais rapidamente conforme a distância diminuia. Era estranho. O homem se deu conta do tempo em que passara sem sentimentos ou emoções. Seu corpo trabalhava, sentia o sangue correr em suas veias novamente.
Parou ao lado da porta e ouviu os ruídos cautelosos do seu inesperado visitante. Respirou fundo e tomou coragem para invadir a cozinha e pegar o intruso despreparado. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, ouviu de uma voz feminina a mais bela das canções, era uma intrusa! O homem ficou paralisado com a doçura da melodia. Aquela voz foi até o mais fundo de seu peito e não se calou, cada uma das notas entoadas entravam dentro de si e voltavam como incontroláveis sorrisos. Sua alma ia se enchendo a cada segundo que passava.
As coisas voltavam a fazer sentido, não importava quem fosse a intrusa, tudo o que o homem queria era permanecer ali, hipnotizado, sentado e sentindo a sua presença, ouvindo a sua canção. Agora ele não estava mais sozinho, ele sentia aquilo que há muito esperava, mas não possuia por desconsiderar qualquer hipótese de passividade.
Sentiu-se feliz, saboreou de cada um daqueles segundos até finalmente se dar conta de que precisava entrar de vez na cozinha e concretizar aquela felicidade tão pura;
Mas, em um súbito de lucidez, o homem hesitou. Afinal, quem era ela? O que poderia fazer com todo esse sentimento em tal situação? Ele só sentia, aquilo era simplesmente sincero; Não precisava de mais nada, não queria saber de mais nada, só queria poder continuar sentindo. Sua alma, enfim, estava cheia.
O homem havia se decidido, levantou rapidamente e adentrou o cômodo.
Entrou e se deparou com uma moça virando sua dispensa; em busca de algo para comer, imaginou; ela estava de costas e não reparou na sua presença. O homem já não estava apto a fazer mais nada além de observá-la e ouví-la cantando aquela canção tão nova, tão doce.
Ali ficou, parado, até que ela se virou e o olhou: Em um susto, largou tudo o que tinha nas mãos e calou-se. Porém, recusou o impulso de correr, envolvida por aquele tão intenso olhar.
Aquele segundo jamais acabou.
Ele a olhou no mais fundo da alma e sentiu seu mundo vivo novamente. As batidas do seu coração eram incontáveis, assim como todos os sentimentos presentes naquele olhar.
Não entendia nada do que acontecia, mas desejava aquela estranha, desejava aquele sentimento descabido, súbito.
E também de súbito, viu o olhar da moça baixar. Ela correu, pulou novamente a janela e seguiu seu destino.
O homem correu até a janela, mas tudo o que conseguiu foi vê-la partindo.
Virou-se novamente para a cozinha, sem saber o que pensar.
Nada do que enxergava lhe importava. Seu maior desejo havia sido realizado, sua alma estava cheia. Mas outra dor lhe apontou no peito: Ela estava cheia de algo que não poderia ter, que já não possuia mais. Sua alma estava cheia, mas cheia de lembranças.
As lembranças daquele segundo que jamais acabou.

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‘She’s everything I need that I never knew I wanted.
She’s everything I want that I never knew I needed.’

O Eterno Agora

•19 19UTC novembro 19UTC 2009 • 1 Comentário

Eu pensei que poderia entender
Que tudo seria perfeito
E que pudesse viver sem isso tudo
E que eu realmente poderia ter negado
Se você não fosse muito melhor
Que o melhor que eu tinha imaginado

E aqui estou eu
Trago no peito todas as amarras
Toda a esperança de te ouvir dizer
Que hoje não haverá amanhecer
Que o grito de nossos corpos prevaleceu
Que o futuro, mais uma vez, nos surpreendeu

Eu achei que nada fosse mudar
Que não estava enganado
Quando achei que estava longe demais disso tudo
E realmente seria mais simples
Se você não me sorrisse assim
Se os seus olhos não me trouxessem
Pra tão fundo, dentro de mim

E aqui estou eu
Trago no rosto improváveis sorrisos
Trago nos sonhos o meu paraíso
Lá, onde não haja amanhecer
Onde não haja o que temer
Onde o sonho aconteceu
Onde o futuro, mais uma vez, nos surpreendeu

Mar de verdades

•4 04UTC novembro 04UTC 2009 • Deixe um comentário

Ela olhou para seu filho
Seus olhos cairam em um sopro do cansaço
Não sabia para onde ia
Mas já sentia o vazio em seus abraços

E o irmão já não aguentava mais
Abriu a geladeira e implorou por um pouco de paz

E o filho que há muito estava adormecido
Acordou e abriu os olhos
Mas fechou os ouvidos
Olhava para o pai e sua mente sã
Se obrigava a traçar mentalmente
Os caminhos que fariam o amanhã
Viu a coragem tremer
Se preveniu e fechou logo a janela
E procurou sem encontrar
A razão de toda a sua espera

Enquanto isso, o pai fechou o rosto
Quando olhou pra trás
Todos aqueles planos já não valiam mais
O seu coração batia, mesmo sem porque
Resolveu esquecer do assunto
Ao se juntar com a mãe à frente da TV

O irmão verificou sua poupança
Pagou todos os juros entediado demais
Para pensar sobre o motivo da cobrança
Girou a chave e pode, enfim, matar a sede
Quando tomou um copo daquela doce lembrança

E o filho que há muito havia vencido
Tanto que nem percebeu
Que já havia esquecido
Puxou, fechou os olhos e sentiu
Mais uma vez a sensação
De leveza da paz e então, sorriu
Sentiu o aperto das algemas
Em seu vôo de liberdade
E inventou até poder se esbaldar
Ao mergulhar, no seu mar de verdades

Seus olhos

•31 31UTC outubro 31UTC 2009 • Deixe um comentário

Eu acordei com o seu beijo
Ela tinha a imensidão em seus olhos
Segurou minha mão e me fez sorrir
E o passado me trouxe em seu colo

E me disse pra eu não me perder
Porque eu não tinha para onde correr

E me levou à uma sala de vidro
E esperou até que eu acabasse com o meu inimigo
Ela me abraçou e me fez achar
O meu velho e só meu abrigo

E me disse: Não vá se assustar
Quando o futuro vier te sondar

Desenhou o mundo no meu coração
E me acalmou com essa canção
Com outro beijo eu adormeci
Ela tinha a imensidão em seus olhos… Meus olhos.

O Daniel

•14 14UTC outubro 14UTC 2009 • Deixe um comentário

Alguma coisa aconteceu ao Daniel
O cara trocou o sorriso pela indiferença
Parou o mundo e fez da sorte uma sentença
Saltou de pára-quedas esperando encontrar o céu

Alguma coisa aconteceu ao Daniel
Parou e viu a vida como todo mundo
Refletiu, aprendeu e ficou burro
As palavras sempre encaixadas agora estão ao léu

Quando é que tu vai desabafar, Daniel?
Fechou a janela e nada mais fazia do que olhar através
Acabou fazendo planos bem longe dos pés
Fez uma linda pintura, mesmo sem pincel

Mas o que diabos aconteceu, Daniel?
Em nome de tudo o que era santo
Ele abriu mão do sagrado
Esperou sumir do mundo se cobrindo com um véu

Mas não fique assim, Daniel!
A gente já sabe de você, meu rapaz
E é bom às vezes dar uma olhadinha lá pra trás
Pra perceber que não foi tudo, o que passou
Levante esse nariz! É o que você sempre diz!
Dê um beijo no mundo
E encha esse fundo, fundo coração.

Imperfeições

•8 08UTC outubro 08UTC 2009 • Deixe um comentário

Eu gosto de escrever sem compromisso literário.
Assim as palavras costumam ficar em seu devido lugar (se não ficar também, ninguém vai saber) e eu nem tenho que me preocupar em mudá-las e transformá-las em rimas.
Nada precisa casar com nada. Tudo fica mais exposto, mais compreensível, mais leve de ser lido. E escrito também, lógico.
Mas do nada, acaba de me vir a impressão de que ultimamente alguns problemas com a palavra ‘exposição’ surgiram… Será que acontece com todo mundo?
Agora eu não sei se o meu exílio apenas me tirou o jeito com as pessoas, ou me fez esquecer tudo sobre elas. Sabe quando você se tranca em si mesmo e espera que o mundo lhe traga tudo? Não é preciso fazer mais do que reclamar e pensar que tudo vai dar certo, jamais! Quem disse uma asneira dessas?
Você sabe o que é isso? Bem, tem muita gente que não sabe. Mas são poucos os que não se sentem assim.
E a sensação de ter uma bússola sem norte à sua frente? Bem, o jeito é acreditar no que… Sei lá quem disse: ‘Pra quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve’. Nem sei se é isso mesmo, mas acho que faz sentido. Ou talvez não, mas nem tô afim de parar pra pensar nisso agora.
Não sabia dessas coisas que a gente tem, como essa espécie de “auto-antropofagia”. Quando vi, senti a importância que há em saber controlar nossa máquina de encontrar defeitos. Tudo bem que é através disso que definimos o que é bom ou ruim. Porém, há um forte lado negativo: Na solidão você não tem muitas opções de busca… Não é?
E outro problema é que, como se não bastasse, é um ciclo vicioso. Você encontra um defeito e… Não sei explicar, acho que por ser totalmente estúpido, mas… Você parece que gosta, acha legal… E quer logo encontrar outro, que nos leva a outro, numa grande bola de neve.
É tudo uma grande armadilha! O mundo é injusto demais, mimimiiiii!
No fim, tudo, exatamente tudo o que você faz é mal feito. Ninguém vai com a sua cara e você é um completo otário. E, ‘ai’ de você se não acreditar!
Enfim, depois de passar a conhecer e fortalecer tudo o que tem de fraco, você decide olhar à sua volta. E o que há de acontecer? Descobrimos (ou não, o que é pior) que somos somente as primeiras vítimas desse mecanismo de avaliação. E logo, nada é bom, nada é bem feito, ninguém é confiável e o mundo, a vida… Tudo é uma grande merda.

É engraçado como as coisas funcionam e se encaixam, né?

Próprios mundos

•7 07UTC outubro 07UTC 2009 • Deixe um comentário

Não sei ao certo onde aterrisar
Todos são tão atrativos pra mim
E tudo pulsa, brilha como seu eu pudesse tocar
Alcançar e fixar meus pés no chão, enfim

Parado. Esperando alguém
Alguém que apontasse uma direção
Ou despertasse um tipo de sonho insano
Flutuo sozinho em um alçapão

Sei bem do meu combinado
Sei bem de tudo o que fiz
Mas… Talvez (Só agora!) não seja tão simples assim
E me pego a esquivar de tiros de festim

E vêm o espanto com a imagem do orgulho
Rebaixando estranhamente o chão
E agora? Como haveria impulsão paro o pulo?
Para escalar o muro e finalmente ter outra visão

Seguro a fé em todos os minutos
Mesmo na possibilidade de um engano
Criada sempre por meus sensos fajutos
Criados sempre por meu auto-abandono

Parado. Impedindo alguém
Alguém que apontasse uma direção
Os olhos caem e a porta fecha
E emerge novamente
A eterna busca pelo perdão