O menino chamado Medo
Não veja assim, meu irmão!
Olha só! O andar…
Livre, solto, distraído
E com razão
Pois sendo o medo
Nada há de se temer
No meio do jogo pra ter
Na escuridão
Que um dia depois
Do nono mês
Surgiu pra brilhar
Sendo o que faz
Ele viu o que fez
Se sentiu capaz
De nascer para ver-se nascer
E crescer para ver se crescer
E criar para se perdoar
Pra se reproduzir.
Não olhe assim… Meu irmão!
